Êta mundo velho de guerra! (II)

Publicado em 17/12/2018 - cesar-vanucci - Da Redação

Êta mundo velho de guerra! (II)

“Vladimir Herzog era um agente do serviço secreto inglês.”  (Olavo Carvalho, escritor e filósofo)

  

Mais amostras de situações singulares derivadas de um momento humano carregado de perplexidades e inexplicabilidades.

 

l As declarações do escritor Olavo Carvalho. O filósofo e escritor Olavo de Carvalho, autor de trabalhos bastante difundidos, sobretudo nas redes sociais, concedeu longa entrevista ao repórter Fred Melo Paiva, na “CartaCapital”. No depoimento, ele assinala ter recusado o cargo de ministro da Educação e Cultura para o qual foi convidado pelo futuro governo Bolsonaro. Aqui estão algumas das afirmações por ele transmitidas.

 

Disse que, no Brasil, “a esquerda voltou do exílio depois do período militar com muita sede de poder e fez a partilha do território entre eles, petistas e tucanos.” O repórter, a respeito desse registro, perguntou se “tucanos e petistas são de esquerda?" Esta a resposta dada: “Cem por cento. O PT é o bom e velho Partido Comunista. É o líder do Foro de São Paulo, o estrategista maior da revolução latino americana, o criador de Hugo Chávez”.

 

Noutro momento da entrevista, indagado sobre se não representaria violência a perseguição aos assim chamados “professores doutrinadores”, declarou o que se segue: “Por que seria violento um aluno filmar a opressão que um professor exerce sobre ele? E não é violento professor proibir essa gravação? O que esses professores estão querendo é o direito ao sigilo no serviço público, ou seja, ninguém pode saber o que estou ensinando. Só existem três motivos pelos quais um professor pode querer isso: ou é um agente comunista e não quer que ninguém saiba, ou é incompetente e deseja esconder isso, ou é um pedófilo. Impedir um aluno de gravar o que estão ensinando é censura exercida em massa por essa cambada de manipuladores filhos da p ...”

 

Diante da observação do repórter, noutra parte das declarações, de que não existe, ninguém empenhado em “ensinar homossexualismo em escolas infantis”, o escritor assim se expressou: “Não venha me dizer que esse negócio de “kit gay” não existe, que isso é coisa do Haddad, um mentiroso compulsivo. Esse projeto existe, nós temos o vídeo! E o Haddad foi o criador. Mais: isso está nos planos da Escola de Frankfurt desde 1940, defendem até a relação incestuosa entre mãe e filho como meio de derrubar o capitalismo. Esses caras são todos loucos!”

 

Instado a se manifestar sobre o suicídio forjado de Vladimir Herzog, Olavo Carvalho acentuou: “Ah, muito bem. Sabe o que Herzog era? Um agente do serviço secreto inglês, isso foi contado pelo próprio cônsul da Inglaterra ao governador de São Paulo, Paulo Egydio Martins. Então quem matou Herzog? O serviço secreto inglês.”

 

Defendendo ações mais severas dos policiais no combate a criminosos, o entrevistado registrou, noutro momento: “Um policial que aplica a lei é fascista? Não, porque as leis são aplicadas no fascismo, no comunismo, na democracia, na p.q.p. Lenin acabou com a delinquência na Rússia matando todos. Isso não é um bom método? Às vezes, atirar num sujeito armado cometendo um crime é a única solução. Ou você vai ficar discutindo o Código Penal com ele?”

 

l Remédio genérico afrodisíaco. Objetivando, conforme explicou aos jornais, balancear os conceitos da tradição e da preservação, tão caros à cultura de seu país, o inventor chinês Kuang-Yi Ku concebeu surpreendente produto genérico, ainda sem data para sair do papel mas já premiado na Holanda pelas características pioneiras. É o “tiger pênis project.” Recorreu à bioengenharia para formatar um órgão que une células e formas do pênis do tigre, tentáculos de polvo e ostras. Dessa mixórdia, assegura, brotará algo infinitamente superior à “pílula azul” da farmacopeia alopática.

Um produto em sincronia com postulados da medicina chinesa tradicional, capaz de potencializar a desempenho sexual em escala nunca dantes alcançada. O projeto em questão ganhou notoriedade por ter sido anunciado no momento em que o governo da China resolveu revogar a proibição, vigorante há um quarto de século, de comercialização de chifres de rinocerontes e ossos de tigre empregados com finalidades afrodisíacas. A suspensão do embargo foi reivindicada por associações representativas da medicina chinesa, que utiliza órgãos retirados desses animais como matéria prima terapêutica. Está claro que isso desagradou os setores ambientalistas, que classificaram a medida de tremendo retrocesso.

 

 

Cesar Vanucci - Jornalista ([email protected])